quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O LOBBIE CONTINUA….e a INCONGRUÊNCIA TAMBÉM!

Hoje, ao ligar para a loja onde costumo comprar os meus medicamentos homeopáticos, fiquei chocadíssima quando a funcionária da loja me disse que acabou de sair uma lei que NÃO PERMITE vender homeopatia a partir de 30 CH (diluição considerada já alta), a não ser que a mesma seja do laboratório Boiron, ( basicamente vendido em farmácia) ou a partir destas diluição ( eu queria 200 CH) só com receita médicaa!!!     

Ora, sem aprofundar muito, porque se fosse aprofundar ficaria aqui um dia inteiro e ninguém teria pachorra para me ler, vejamos os factos:

FACTO 1 – Diz a medicina convencional que Homeopatia é placebo!!!

FACTO 2 – Há uns anos (não tantos assim) nem as farmácias vendiam semelhante “porcaria”.

FACTO 3 – Aparece a Boiron ( Homeopatia francesa), com diluições baixas ( 9 CH, 12 CH) e com muita publicidade e alguns produtos bastante bons, faz furor e começa a vender…   

FACTO 4 – Continua a vender, nomeadamente o Oscillococcinum para a gripe!

FACTO 5 – Mantem-se PLACEBO mas…INFARMED mostra grande interesse, (C’ um caraças porque será?)
FACTO 6 – Proibida hoje a comercialização sem receita do médico (qual médico, se o homeopata não é reconhecido?) de diluições acima dos 30 CH a não ser que sejam da…BOIRON…e...vendido nas farmácias!!       

FACTO 7 – Ora se é placebo, porque não permitem agora que seja vendida “livremente”? ( nunca vi placebos terem tanto interesse por parte da medicina…)

FACTO 8 – E, cereja no topo do bolo…se com diluição baixa ( 9 CH) já é PLACEBO, porque é que acima de 30 CH, pedem RECEITA MÉDICA ???

FACTO 9 – QUE MUNDO É ESTE??   

Estou farta de tanto lobbie e tanta incongruência!!!     
Isto tem de MUDAR, definitivamente, isto tem de MUDAR!



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A MORTE NÃO É O FIM

Percebi agora, que desde que ficaste doente, nada publiquei aqui no Blog...
Acabaste por partir...voltei aqui para escrever...
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Paizinho,
Ainda me custa a acreditar que o teu corpo já não está entre nós.
Dizem os ‘entendidos’ que é mesmo assim…a negação chega em primeiro lugar e sobrepõe-se à realidade que é vermos partir quem amamos.
Confesso, que não lhe chamo negação, mas sim apego.
O apego que me faz querer ouvir o telefone tocar, o apego que me faz querer almoçar ou jantar contigo, o apego que me empurra para a (in)verdade que é, acreditar que pode existir vida sem morte e morte sem vida.
Contrariando a ordem natural de todas as coisas, ensinam-nos que a morte é algo trágico.
Em crianças privam-nos de ir a velórios (ainda que sejam dos nossos avós), dizem-nos que o preto é a cor da tristeza, e até que há que vestir muito quando alguém próximo de nós morre, quando, meu pai, a morte nada mais é, que a passagem para uma nova vida, a abertura de  um novo portal, uma imensa e profunda purificação dos nossos egos cansados de tanto controlar.

Viveste uma vida repleta de vida. Tristezas, alegrias, frustrações, ilusões, momentos de derrota e de glória. Escreveste um livro, plantaste uma árvore, foste pai de três filhos e de uma cadela que honraste como ninguém, e que sei sentirá muito a tua ausência física. 

Muitos desses momentos, tive a honra de teres partilhado comigo.
Foi neles que te conheci recantos muito sensíveis e humanos, incrivelmente inspiradores, que me empurraram desde criança, para uma reflexão continua sobre a existência, o sentido da vida, e me ensinaram a não me contentar com o que é “normal”…
Cedo percebi, que não sofrias da pior doença do século – a “normose”, ou seja ser “nomalzinho”, representando a vida por ordem cronológica como ditam as regras.
Tu, realmente não ias para onde todos iam, não fazias o que todos faziam, não dizias o que todos diziam, só porque sim… eras tu próprio e permitiste-me, a mim e aos meus irmãos sermos nós próprios também!
Deixaste-me assim o maior legado que se pode deixar a um filho – a certeza de que só a vida nos ensina o que precisamos de aprender.
Talvez por isso, não tiveste a pretensão, de me quereres ensinar, mas sim a coragem de permitires que fosse eu a aprender! E, isto meu pai, fez toda a diferença no meu caminho.
Soubeste apertar-me o menos possível, mimando-me o mais que pudeste.
Amo-te, Paizinho.
Ontem, foi um dia triste.
O apego quis falar mais alto.
Escutei-o sem o mandar calar.
Despedi-me do teu corpo, mas não de TI.
A tua alma seguirá o seu caminho na luz e juntos continuaremos a seguir o nosso, agora de uma outra forma.
A morte não é o fim.

Porque quem vive em nós, não tem como morrer!   

terça-feira, 5 de setembro de 2017

ENTRE DOIS SENTIRES

A vida é dinâmica, não há volta a dar.
Há precisamente 17 meses, o meu neto Duarte, deixava a Terra, regressando em paz a casa do Pai.
Com a dor da partida, há uma esperança que se esvai como pó no vento, uma impotência que se instala, uma sensação de vazio, não de um qualquer vazio, mas daquele exacto vazio, o tal da presença física, do toque, do cheiro de quem mais do que qualquer um de nós, sabia que a inocência não se aprende e que a aceitação resultante da mesma é a mais bela obra de arte que um ser humano pode criar.  
As aprendizagens foram e ainda são, mais que muitas.
Ficou no entanto, um legado capaz de tudo aconchegar – o Amor que sendo eterno não tem como morrer, como acabar.
Tal como na vida, em que nada realmente acaba e tudo, a tudo se sucede.
O dia à noite, a noite ao dia, os acontecimentos a outros acontecimentos, a chuva ao sol, a vida à morte e a morte à vida.  

Quem sabe por isto, a vida nas suas dinâmicas mostra outras possibilidades, repõe novas esperanças, retoma outros caminhos, concebe novas formas, para que percebamos que nada que não seja AMOR é estático ou permanente.       

Quem sabe por isto também, hoje, 17 meses depois de ver o meu neto partir, pude ver a minha neta Constança, toda contente no seu primeiro dia de infantário e a minha filha a transbordar de alívio por a sentir tão integrada e feliz.
Marcas de felicidade que ficam tatuadas em nós, relembrando que a dualidade é uma condição humana e que apesar de cada marca ocupar o seu pedacinho de pele, uma marca feliz tem tantas vezes o poder de nos amaciar, aconchegar os olhos, e nos fazer sorrir, ainda que seja por breves segundos, que por serem tão genuínos são horas no nosso coração.           
Hoje o meu está assim.
Entre duas marcas. Entre dois sentires.
Num profundo silêncio, onde a minha alma relembra, que a vida que leva é a mesma que traz!      

quarta-feira, 5 de julho de 2017

A ALMA SABE-NOS ETERNOS

Meu amado, 
Hoje quero falar-te de tempo.
Dia 4 de Julho o calendário dos homens marcou 15 meses desde que o teu corpo deixou a terra. Em conversa com a mamã, recordámo-nos que foi igualmente aos 15 meses de vida que partiste.
Curioso como o tempo deambula os nossos sentidos e tece em nós a profunda certeza de que só existe na medida em que o quantificamos e lhe atribuímos valor e significado.
Sabes querido, quanto mais caminho, menos sei sobre conceitos, ideias, ideais, certezas e…tempo.  
A intemporalidade do que vivo está cada vez mais presente em mim e aceitar a impermanência de tudo, apesar de desafiante, parece-me mesmo ser o grande segredo para  quem quer atravessar este caminho em paz.
Usando palavras de dor, poderia profanar o que em mim sei sagrado e dizer-te que foram 15 meses contigo e 15 meses sem ti.
Mas, isso não é a verdade.
A alma sabe-nos eternos no caminho um do outro e por isso a leitura do “tempo-dos-homens”, esvai-se como pó deitado ao vento, restando a profunda certeza de que o AMOR se eleva sempre perante qualquer dor ou apego, e que se podem perder ilusões, mas nunca, nunca se “perde-ninguém”.
Por isso, meu amado, hoje sei, que não só não te perdi, como através de ti ampliei a certeza de que quem amamos não parte nunca.
Pois, apesar de na terra, nada “durar-para-sempre”, no AMOR não há duração possível, pois TUDO é sabiamente ETERNO!         
Abraço-Te na Luz maior,
Vovó Kikas

quarta-feira, 21 de junho de 2017

DOIS LADOS DA VIDA


Sempre que viramos as costas a algo, estamos de frente para algo também.
Na vida tudo tem dois lados.
Duas escolhas. Tudo.
Excepto o verdadeiro Amor!  

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

PAUSA PARA UM NOVO LIVRO

Vou fazer uma pausa durante o mês de Janeiro.
Não para um Kit Kat, como diz o anúncio, mas sim para poder terminar aquele que será o meu próximo livro.
Como disse um dia o José Eduardo Agualusa, os livros são entidades caprichosas, confesso que este tem sido prova disso.
Tem uma certa rebeldia que se lhe aconchega às histórias e talvez por isso, passamos muito tempo a negociar os dois, e mesmo depois de ceder aos seus caprichos, ainda me surpreende e troca as voltas sem a menor preocupação.
Não faço dele aquilo que quero, mesmo quando penso que está a meu favor.
Durante meses, conquistámos muitas páginas de vida em comum.
Envolvemo-nos, enovelamo-nos, transcendemo-nos, tudo porque muito em breve ele nascerá para o mundo e com ele uma parte de mim (re)nascerá também!   
E, como a gestação é feita no escuro, estarei este mês em “modo-voo”, a escarramanhar o resto da história, ansiosíssima por lhe saber o fim (arre, que mania esta de querermos sempre saber o fim), que acredito me vai surpreender!
Escrever conduz-me até mim e é lá que gosto de estar.  

Até já!!!