segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

A VIDA SABE SEMPRE MAIS.


Já me vi rasgada como uma manta velha, envolta na incerteza de que a esperança um dia me iria encontrar.
Já me vi sozinha em busca de companhia e perdidamente só na presença de alguém.
Já me perdi e já me ganhei.
Já sorri, já gargalhei. Já investi, desisti e procurei.
Já fui sem Ser e fugi de mim sem saber.
Já implorei, já saí. Já dei e já recebi.
Já me iludi e desiludi. Acreditei e desacreditei. Destruí e edifiquei.
Vivi à sombra da minha luz e na luz sombria de outras sombras também.
Hoje sei que a Vida sabe sempre mais que eu, que dela sei tão pouco.
Sei apenas que a valorizo, estimo e agradeço vezes sem conta. 
Que vibro cada vez mais com diária simplicidade dos seus gestos e a profundidade contida nas coisas simples que me proporciona.
O vento, a chuva, o chilrear tímido do pássaro que pousa na minha janela e o sábio voo da borboleta branca no jardim que tenho junto da minha casa. 
São estas coisas que hoje fazem verdadeiros milagres no meu caminho, relembrando-me que só a ‘experiência-vivida’ pode dar esperança e verdadeiro alento àquele que por ter ousado vivê-la, já muito com ela se desalentou! :-)  

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