quinta-feira, 26 de abril de 2018

HÁ MESTRES E "MESTRES"


 Mestres sem aspas e “Mestres” com aspas.
Têm as suas diferenças, claro está!
Os Mestres sem aspas, são reconhecidos pela vida e pela verdade.
Já os Mestres com aspas são reconhecidos pela…vaidade.

Os Mestres sem aspas, têm a experiência e humildade de caminho desbravado, trilhado, pouco almofadado.
Já os “Mestres” com aspas, nem de caminho precisam.
Reconhecem-se a si mesmos numa vaidade pouco disfarçada, resultante quem sabe, de muitas horas em workshops e poucas a conhecer e a desbravar o mundinho cá dentro.       

Os Mestres sem aspas, conhecem o seu ego e com consciência põe-no aos poucos ao serviço da Alma.
Os “Mestres” com aspas, já não têm ego.             

Os Mestres sem aspas atravessam a noite escura, pois não têm outro remédio, para curarem as suas partes feridas.
Já os “Mestres” com aspas, sempre às claras, já sararam toda e qualquer ferida. Rejeitam o escuro, pois consideram que só os que “ainda não se iluminaram”, dele precisam.
Limitam-se, portanto, a debitar belas palavras que leram sobre cura e escuridão, regra geral, proferidas por Mestres…sem aspas.   

Em resumo,
o Mestre sem aspas é um buscador.
já o “Mestre” com aspas, não passa de um manipulador.

Ao que me foi dado a observar, o “Mestre” com aspas, tem por norma a vaidade de um Don Juan. Deambula por entre a multidão, com um sorriso patético, de mãos bem juntas no peito, proclamando “Namastés” e “Atma Namasté”, e baixando ligeiramente a cabeça aos que por ele passam.
De seguida, na esquina, já esquecido da “Mestria”, cospe sem pudor, a pastilha elástica para o chão.
Na verdade, ser “Mestre” com aspas, está ao alcance de todos.
Basta um fim de semana, e zás…Mestre de Reiki! Outro fim de semana e zás… Mestre seguidor de outro Mestre!

Já ser Mestre sem aspas, tem os seus desafios.
É preciso caminho e alquimia interior.
É preciso aprender a respirar nas profundezas e a cuspir fogo sem se queimar.
Não se decoram palavras, vivenciam-se experiências.
É que não existe o manual do Mestre sem aspas.
Apenas, a vida.
Vida que o centrifuga até ao limite, para que um dia ele saiba como é ser-se centrifugado, e… é isso que ele com os outros partilhará!

Bem, e para terminar, que o texto já vai longo, digo-vos que nesta vida, já tive o (des)prazer de conhecer “Mestres” com aspas, bem como o prazer de reconhecer Mestres sem elas.
Pude até privar com aspas de um, que não só cuspia a pastilha elástica para o chão, como também roubava roupa na feira e bibelots na loja esotérica.
Falava de caminho, amor, e fidelidade como ninguém, mas… mentia descaradamente à pessoa com quem vivia.   
Calculo que lhe continuem a chamar Mestre, sem aspas, claro está!

Posto isto, resta-me constatar,
Qu’ isto é muito simples,
cada um atrai realmente,
os Mestres que merece,
com as aspas a que tem direito!              

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